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Os cafés míticos de Saint-Germain-des-Prés: Flore, Deux Magots, Lipp

Os cafés míticos de Saint-Germain-des-Prés: Flore, Deux Magots, Lipp

Três endereços concentram, por si só, a memória de Saint-Germain-des-Prés: o Café de Flore e o Les Deux Magots, vizinhos no cruzamento da avenida Saint-Germain, bem como a Brasserie Lipp, bem em frente, na calçada oposta. Partindo do número 59 da rue des Saints-Pères, endereço do Hôtel Pas de Calais, chega-se aos três em cerca de 6 minutos a pé, pelo boulevard Saint-Germain. São instituições, não meros cenários. Vem-se aqui para sentar, observar o bulevar, ler, esperar por alguém. Mas é preciso saber a que horas vir, o que pedir e o que diferencia esses três estabelecimentos. Veja aqui como aproveitá-los sem perder a manhã.

O trajeto a partir da Rue des Saints-Pères, cerca de 6 minutos

Saia do número 59 da rue des Saints-Pères e desça a rua em direção ao sul até o boulevard Saint-Germain, a cerca de 2 minutos. Vire à esquerda. Siga pela avenida em direção ao leste, pela calçada da esquerda, passando pelas vitrines das lojas de moda que estão ali há muito tempo.

Após cerca de 4 minutos de caminhada, a igreja Saint-Germain-des-Prés aparece à sua esquerda, com sua torre românica erguendo-se isolada acima dos telhados. Você chegou. O Café de Flore fica a poucos metros, na esquina da rue Saint-Benoît. O Les Deux Magots fica na esquina seguinte, na praça. A Brasserie Lipp fica bem em frente a você, do outro lado da avenida. Calcule cerca de 6 minutos de porta a porta para os três; eles ficam todos em um raio de duzentos metros.

Essa é a grande vantagem de um endereço na Rue des Saints-Pères. Esses cafés não se planejam, eles simplesmente surgem no caminho. Passamos por lá de manhã, voltamos à noite, sem nunca precisar pegar o metrô.

O Café de Flore: o primeiro andar em vez do terraço

O terraço do Flore é a imagem de cartão-postal, com suas cortinas vermelhas e mesas bem próximas umas das outras de frente para a avenida. É também a área mais disputada. Se você vier pela vista da rua, sente-se ali. Se vier pelo ambiente, suba para o primeiro andar.

A sala de cima é mais tranquila, mais aconchegante, com seus bancos e espelhos. É lá que dá para ler por uma hora sem ser incomodado. Poucos visitantes pensam nisso; eles param no térreo.

O Flore se leva a sério, mas sem se levar a sério demais. O atendimento é rápido, às vezes um pouco seco, mas nunca desagradável, desde que você saiba o que quer. Um café, um chocolate quente, uma omelete: o cardápio é o de um café francês, não o de um restaurante.

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Les Deux Magots, a praça e a igreja em frente

A poucos passos dali, o Les Deux Magots se abre para a praça Saint-Germain-des-Prés. A diferença está na orientação. O Flore tem vista para a avenida, enquanto o Les Deux Magots tem vista para a igreja.

É o melhor terraço do bairro para começar a manhã. A luz incide de frente, o local ainda está tranquilo e a igreja românica serve de cenário. Escolha uma mesa do lado da praça, em vez de ficar do lado da avenida.

O nome vem das duas estátuas chinesas que se erguem no salão, vestígio da antiga loja de artigos de novidade que funcionava ali antes do café. Elas ainda estão no lugar, mas a maioria dos clientes nem percebe.

A Brasserie Lipp, a outra calçada, o outro ambiente

Atravesse a avenida. O Lipp não é um café, é uma brasserie, o que muda tudo. Lá se almoça ou se janta; não se fica por lá tomando um café expresso enquanto lê.

A decoração com cerâmicas e espelhos, os bancos, os garçons uniformizados: o local manteve seu charme de brasserie parisiense clássica. A regra não escrita diz que se come no térreo, já que a sala do andar de cima foi considerada por muito tempo a menos prestigiada. Hoje isso já não tem grande importância, mas a curiosidade ainda diverte os frequentadores assíduos.

O Lipp é o mais tradicional dos três. É também o único em que vale a pena reservar.

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Quanto custa de verdade e a que horas chegar

Vamos ser francos: esses três lugares são caros para o que servem. Um café lá custa várias vezes mais do que em um café de bairro. Você não paga pela bebida, paga pelo local, pela localização e pelo tempo que pode ficar lá sem que ninguém o apresse.

É um bom cálculo se você ficar uma hora, mas ruim se sair em dez minutos.

O movimento segue um ritmo regular. O meio do dia e o final da tarde ficam lotados, principalmente de maio a setembro. Os momentos mais agradáveis são de manhã cedo, antes que o bairro realmente acorde, e depois no final da noite, quando as esplanadas ficam vazias. Durante a semana, em vez de nos finais de semana. Fora da alta temporada, esses cafés voltam a ser o que realmente são: cafés de bairro com uma decoração excepcional.

Visitar os três a pé, na ordem certa

O melhor roteiro cabe em uma manhã. Comece cedo no Deux Magots, em frente à igreja, para o café da manhã e aproveitar a luz do dia. Em seguida, atravesse a praça para visitar a igreja de Saint-Germain-des-Prés, a mais antiga de Paris, a cerca de 1 minuto de distância.

Siga pela rue de l’Abbaye e depois pela rue de Furstenberg, por cerca de 3 minutos, até uma das menores praças de Paris. Volte pela rue Bonaparte, com suas galerias e livrarias.

Termine no Café de Flore, no primeiro andar, para um almoço leve. Guarde o Lipp para um jantar em outra noite; não faz sentido visitar os três no mesmo dia.

O que esses cafés realmente foram

Repete-se que Sartre e Beauvoir escreviam no Flore. É verdade, e por um motivo prosaico: os apartamentos eram mal aquecidos, enquanto os cafés eram bem aquecidos. As pessoas vinham trabalhar lá, no calor, o dia inteiro, pelo preço de uma consumação.

Esses locais já receberam os surrealistas, os existencialistas e os editores da Rive Gauche, cujas editorias ainda ocupam as ruas ao redor. Saint-Germain-des-Prés foi, durante décadas, o centro da edição francesa, e ainda o é, em parte. Os cafés serviam como escritórios informais.

É isso que as distingue de um cenário recriado. Elas não foram projetadas para se parecerem com sua lenda; elas a criaram.

Na prática

Hôtel Pas de Calais, 59 rue des Saints-Pères, 75006 Paris.

Café de Flore, boulevard Saint-Germain, esquina com a rue Saint-Benoît: cerca de 6 minutos a pé.

Les Deux Magots, na Place Saint-Germain-des-Prés: cerca de 6 minutos a pé.

Brasserie Lipp, boulevard Saint-Germain, calçada oposta: cerca de 6 minutos a pé.

Igreja de Saint-Germain-des-Prés: cerca de 6 minutos a pé, em frente ao Deux Magots.

Praça de Furstenberg: cerca de 8 minutos a pé.

Metrô: Saint-Germain-des-Prés, linha 4, a cerca de 5 minutos. Rue du Bac, linha 12, a cerca de 6 minutos.

Hospedar-se no local

Hospedar-se na rue des Saints-Pères é poder ir ao Flore às oito da manhã sem esforço e depois voltar à noite porque o terraço ficou livre. Esses cafés são para serem saboreados como frequentador assíduo, não como visitante apressado. Os quartos e suítes do Hôtel Pas de Calais colocam o bairro a uma curta caminhada, o que muda completamente a maneira de vivê-lo. Depois de um dia fora, o bar do hotel oferece a opção mais simples para um último drinque em um ambiente tranquilo.

Perguntas frequentes

  1. Quais são os cafés mais famosos de Saint-Germain-des-Prés?

    O Café de Flore, o Les Deux Magots e a Brasserie Lipp, todos localizados ao redor do cruzamento da avenida Saint-Germain com a praça Saint-Germain-des-Prés. Partindo do número 59 da rua des Saints-Pères, chega-se aos três em cerca de 6 minutos a pé. O Flore e o Les Deux Magots são cafés, enquanto o Lipp é uma brasserie onde as pessoas vão principalmente para almoçar ou jantar.

  2. Qual é a diferença entre o Café de Flore e o Les Deux Magots?

    Os dois estabelecimentos ficam a poucos metros um do outro em Saint-Germain-des-Prés. O Café de Flore fica de frente para a avenida Saint-Germain e possui uma sala no primeiro andar, mais tranquila do que o terraço. O Les Deux Magots fica na praça, em frente à igreja de Saint-Germain-des-Prés, o que o torna a melhor varanda do bairro no início da manhã.

  3. A que horas ir ao Café de Flore para evitar a multidão?

    De manhã cedo, antes que o bairro fique lotado, ou no final da noite, quando as esplanadas ficam mais vazias. O meio do dia e o final da tarde são os horários de maior movimento, principalmente de maio a setembro. Durante a semana, o movimento é bem menor do que nos finais de semana.

  4. É preciso reservar nos cafés de Saint-Germain-des-Prés?

    O Café de Flore e o Les Deux Magots funcionam sem reserva; você se senta em uma mesa livre. A Brasserie Lipp é um restaurante onde vale a pena reservar, principalmente à noite. As condições devem ser confirmadas diretamente com os estabelecimentos.

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