48 horas em Saint-Germain-des-Prés: o roteiro
Dois dias são suficientes para conhecer Saint-Germain-des-Prés, desde que você não corra. O bairro pode ser percorrido inteiramente a pé a partir da rue des Saints-Pères: o Museu d’Orsay fica a oito minutos, o Jardim de Luxemburgo a dez, e a Île de la Cité a um quarto de hora. Este percurso alterna entre um museu importante, uma caminhada, uma refeição e um momento de descanso, porque é assim que o bairro se revela. Ele funciona nos dois sentidos e se adapta às condições climáticas.
Dia 1, manhã: Orsay antes da multidão
Comece pelo Museu d’Orsay, a oito minutos a pé pela rua de Lille. Chegar na hora da abertura faz toda a diferença: as salas dos impressionistas, no quinto andar, podem ser visitadas com uma tranquilidade rara. Reserve duas horas para o essencial, três se você quiser aproveitar o tempo.
Ao sair, siga ao longo do Sena em direção ao oeste até a passarela Léopold-Sédar-Senghor. A vista do Louvre e das Tuileries dá uma noção da grandiosidade da cidade.
Dia 1, meio-dia: a rua de Buci e arredores
Suba em direção à rue de Buci e à rue de Seine. Esse é o coração comercial do bairro, com suas barracas, seus cafés e suas esplanadas. Almoce sem reservar, preferindo uma mesa afastada das ruas mais movimentadas.
Prolongue o passeio pela rue de Seine e pela rue Bonaparte: as galerias de arte ficam abertas à tarde e podem ser visitadas livremente.
Dia 1, tarde: Delacroix e Furstenberg
O Museu Nacional Eugène Delacroix ocupa o último ateliê do pintor, na Praça de Furstenberg. É um museu pequeno, o que é justamente o seu charme: basta uma hora. A praça ao lado é, aliás, uma das mais tranquilas de Paris.
Siga em direção à igreja de Saint-Germain-des-Prés, a igreja mais antiga de Paris, e depois faça uma pausa no Café de Flore ou no Deux Magots. O local é turístico, mas não deixa de ser um pedaço da história literária.
Dia 1, à noite: jantar e volta para a tranquilidade
O bairro conta com restaurantes de todas as faixas de preço em um raio de dez minutos. Faça reserva se quiser ir a um lugar específico, pois os salões são pequenos.
Termine no bar do hotel em vez de na cidade: é a melhor maneira de encerrar a noite sem precisar pegar o metrô.
Se você preferir continuar caminhando, os cais entre a Pont des Arts e a Pont-Neuf ficam iluminados e movimentados até tarde. A vista da Île de la Cité à noite vale um desvio de dez minutos.

Dia 2, manhã: o Jardim de Luxemburgo
O Jardim do Luxemburgo fica a dez minutos. Entre pela Rua de Vaugirard e deixe-se levar até o lago, onde as crianças ainda alugam veleiros. O jardim abre cedo e dá para percorrê-lo em trinta minutos, ou em duas horas, se você sentar para descansar.
O Museu do Luxemburgo, à beira do jardim, apresenta exposições temporárias de formato mais intimista, agradáveis quando já se visitou o Orsay.
Dia 2, meio-dia: Saint-Sulpice e o sexto distrito
Desça pela rue de Fleurus em direção à place Saint-Sulpice. A fonte, os castanheiros e a fachada inacabada da igreja compõem uma das mais belas praças da margem esquerda.
As ruas ao redor concentram designers e casas de moda estabelecidas há muito tempo, longe da multidão das grandes avenidas.
Dia 2, à tarde: os cais e os livreiros de rua
Chegue até o Sena pela Rua Bonaparte. Os livreiros de segunda mão se alinham ao longo do cais Malaquais e do cais de Conti. É um passeio, não um programa: o prazer está no acaso das descobertas.
Atravesse a Ponte das Artes para apreciar a vista e volte pela Ponte-Nova. Assim, você terá percorrido o bairro pelo lado do rio.
Se você tiver apenas mais meio dia
Três opções, conforme sua preferência. O Museu das Belas Artes, na Rua Bonaparte, cujas exposições têm poucos visitantes. O Bon Marché, na Rua de Sèvres, tanto pela arquitetura quanto pelas seções. Ou simplesmente a Rua Jacob e a Rua dos Santos-Pais, onde os antiquários abrem suas vitrines.
Uma observação sobre o tempo. Este itinerário funciona na chuva, desde que se inverta a ordem: os museus pela manhã, as ruas comerciais à tarde e as galerias da rue de Seine no final do dia. Nada neste percurso exige tempo bom.
Na prática
Hotel Pas de Calais, 59 rue des Saints-Pères, 75006 Paris.
Museu d’Orsay: cerca de 8 minutos a pé. Museu Nacional Eugène Delacroix, na Place de Furstenberg: cerca de 5 minutos.
Jardim de Luxemburgo: cerca de 10 minutos. Praça Saint-Sulpice: cerca de 8 minutos.
Metrô: Saint-Germain-des-Prés (linha 4), Rue du Bac (linha 12).
Ficar hospedado na região
Este itinerário começa na rue des Saints-Pères, no centro da área. Os quartos e suítes do Hôtel Pas de Calais permitem que você volte para almoçar ou descansar entre uma visita e outra, o que um hotel mais afastado não permite.
Perguntas frequentes
- É possível visitar Saint-Germain-des-Prés em dois dias?
Sim. O bairro pode ser percorrido inteiramente a pé. Dois dias são suficientes para conhecer o Museu d’Orsay, o Museu Delacroix, a igreja de Saint-Germain-des-Prés, o Jardim de Luxemburgo, a Praça Saint-Sulpice e as margens do rio sem pressa.
- Qual museu visitar em primeiro lugar em Saint-Germain-des-Prés?
O Museu d’Orsay, a oito minutos a pé da rua des Saints-Pères. O Museu Nacional Eugène Delacroix, na praça de Furstenberg, é um excelente complemento para uma visita de uma hora.
- É preciso pegar o metrô para esse passeio?
Não. Todo o percurso é feito a pé a partir da rue des Saints-Pères, com distâncias que não ultrapassam quinze minutos de caminhada.
- Qual é o melhor momento do dia para visitar o Museu d’Orsay?
Logo na abertura. As salas dos impressionistas, no último andar, ficam bem mais tranquilas no início da manhã.




